A vazante segue avançando no eixo Iquitos–Solimões–Amazonas.
Entre 1º e 28 de agosto, as quedas acumuladas chegaram a 3,19 m em Tabatinga, 2,70 m em Manaus e 2,26 m em Itacoatiara.
Mas a Amazônia não seca por igual.
A distribuição das chuvas entre as diferentes sub-bacias é fundamental para entender como essa vazante poderá evoluir. Enquanto Napo, Japurá e Negro apresentam condições mais secas, outras áreas permanecem próximas da normalidade ou relativamente mais chuvosas.
A montante, Iquitos merece atenção especial. A pequena elevação de 4 cm em 28/08 é um sinal a acompanhar, mas ainda não confirma uma inflexão da curva. Para isso, precisamos observar se a estabilização ou subida persiste nos próximos dias.
No cenário climático, o El Niño está em fortalecimento. Ao mesmo tempo, acompanhamos o Atlântico Tropical, onde o Norte permanece relativamente mais aquecido que o Sul.
Esses fatores não devem ser analisados isoladamente:
Pacífico + Atlântico → circulação atmosférica → distribuição das chuvas → resposta dos rios.
Por isso, neste momento, a questão não é tentar cravar qual será a mínima de Manaus.
É identificar, o mais cedo possível, onde e quando a vazante começa a perder força.
Na próxima semana voltaremos aos mesmos indicadores para verificar o que mudou.
PROA — Amazon River Pilots
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB); NOAA/CPC; NOAA/OOPC; dados de acompanhamento PROA.
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